segunda-feira, 18 de junho de 2012

Quatro anos depois, midialivristas voltam à UFRJ

POR NATHÁLIA JUSTO

”Durante os últimos três anos, as mídias livres vêm trabalhando para democratizar a comunicação e posicioná-la em lutas estratégicas, como as que estão sendo apresentadas na Cúpula dos Povos”, esclareceu Rita Freire, do coletivo Ciranda, na abertura do II Fórum Mundial de Mídia Livre no último sábado (16), na UFRJ. Ela, que é uma das principais articuladoras do evento, sugeriu que as propostas sobre a comunicação como um bem comum fosse levada à Cúpula para ser debatida.

Da esquerda: Bia Barbosa, Renato Rovai, Dríade Aguiar,
Ivana Bentes, Rita Freire e François Soulard
Também presenta na mesa, a diretora da Escola de Comunicação da UFRJ Ivana Bentes criticou as restrições que têm sido impostas à livre circulação de informações. “A Rio+20 e a Cúpula dos Povos também estão discutindo a exploração de recursos finitos. Nós, que trabalhamos com comunicação, lidamos com recursos ilimitados. A comunicação é um bem comum, mas nem sempre a informação circula do jeito como deveria”, afirmou ela, que considera ultrapassado o marco regulatório das comunicações vigente no Brasil.

Depois de comentar o cerco à liberdade de expressão que agora avança sobre a Internet, Ivana disse que uma forte articulação é fundamental para a realizeação d transformações. Renato Rovai, da revista Fórum, reforçou o posicionamento, defendendo que a união dos grupos não deve ser construída somente em momentos de crise, especialmente em tempos virtuais.
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