A Fundação
Getúlio Vargas deixou as estatísticas de lado neste sábado, 16, para receber o
evento “Cruz Verde retorna ao Rio: desenvolvendo um
futuro sustentável para o planeta e suas pessoas". Vinte anos depois da criação
da Green Cross, os fundadores da Ong e representantes políticos se reuniram
para discutir o quadro crônico em que se encontra o meio ambiente.
O painel Environmental
Emergencies and Sustainable Development (“Emergências ambientais e
desenvolvimento sustentável”) não atraiu somente a atenção de ativistas,
políticos, estudiosos e jornalistas. Adolescentes de todo o mundo, pertencentes
ao grupo de embaixadores da Ong, tiveram o dever de avaliar as propostas
apresentadas no papel de cidadãos do futuro. A
avaliação geral dos jovens, porém, foi a de que ainda há muito a ser feito e de
forma rápida.
Segundo
Miriam Vilela, diretora executiva da Earth Charter Initiative, a estrutura
multilateral do mundo não precisa ser como um time egoísta,“Nós não estamos
ouvindo uns aos outros. Precisamos achar pontos em comum”, criticou. “Mais do
que assinar papeis, é preciso cumprir promessas.”
Para
garantir a compreensão de todos, um intérprete de libras, a língua de sinais,
garantiu a tradução simultânea de todo o evento. E foi justamente Marco, um
adolescente com deficiência auditiva quem relembrou a necessidade de se pensar
na inclusão da sociedade em todos os níveis na discussão sobre sustentabilidade.
“O objetivo dessa conferência deve ser pensar projetos que saiam do papel, que
façam parte do cotidiano das pessoas”, defendeu.